quarta-feira, 26 de julho de 2017

Férias na aldeia. Verão de 2017

É sempre grande o amor à terra onde nascemos. Às pedras e aos caminhos que percorremos na infância.
E pela vida fora, mesmo à distância, continuamos a pertencer a esses lugares, a essas ruas e à sombra dos seus muros.


domingo, 16 de julho de 2017

Castelo de Bragança

O antigo povoado cedo se constituiu numa linha defensiva junto à fronteira, tendo-lhe sido atribuído o primeiro foral no reinado de D. Sancho I, em 1187. A vila já se encontrava totalmente muralhada em 1377.
Deve-se ao rei D. Dinis, nos finais do século XIII, a edificação do primeiro castelo. O monumental conjunto arquitectónico que actualmente podemos apreciar, resultou de obras iniciadas no ano de 1409 que só terminaram 40 anos depois. 
No interior das muralhas destacam-se: a torre de menagem, a igreja de Santa Maria, a "Domus Municipalis" e o pelourinho. 



O castelo de Bragança visto da pousada de S. Bartolomeu.


O povoado dentro das muralhas


Uma das entradas no povoado. 


Torre de menagem onde podem ver-se as armas reais e a janela Manuelina. 


Igreja de Santa Maria, século XVI. Portal barroco com colunas salomónicas.


Interior da igreja, onde sobressai o retábulo Joanino da capela-mor, datado de 1580.


Monumento singular de arquitectura românica civil. No piso inferior existe uma cisterna. 

Piso superior conhecido por "Casa da Câmara", ou assembleia de "homens-bons".

Pormenor do interior.

Pelourinho, símbolo do poder concelhio. Pode ver-se uma figura zoomórfica proto-histórica, popularmente designada por "porca da vila".

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mosteiro de Castro de Avelãs - Bragança


Localiza-se à distância de 3 Km de Bragança, a histórica freguesia de Castro de Avelãs onde, no passado, existiu o mosteiro beneditino e masculino de S. Salvador. Foi considerada a instituição monástica mais rica de Trás-os-Montes, no período da baixa Idade Média.
É apontada como data provável da sua fundação, o século XI. Em 1145 recebeu carta de doação e couto de D. Afonso Henriques. Foi extinto por Bula do papa Paulo III, datada de 22 de Maio de 1545, o mesmo diploma que criou a Diocese de Miranda, à qual ficaram desde logo anexadas as rendas do mosteiro. Pouco tempo depois terá começado a ruína deste importante templo medieval, com a demolições sucessivas resultantes do seu abandono. Mais tarde foi aí construída a igreja paroquial de S. Salvador, fazendo o reaproveitamento da cabeceira mudéjar do antigo mosteiro, um dos melhores exemplos de arquitectura mudéjar em Portugal.
O reaproveitamento das ruínas do mosteiro pode ser apreciado na capela-mor da igreja; na sacristia; e no absidíolo do lado direito, onde se encontra o túmulo medieval de D. Nuno Martins de Chacim, elemento da nobreza senhorial de Bragança, da segunda metade do século XIII.
Na face lateral direita da sepultura, encontram-se gravados dois brasões heráldicos e na parte superior do mesmo, a seguinte inscrição:
"Era de Mil e CCC e". Trata-se de um epitáfio inacabado, correspondendo a data à era cristã de 1262. Como refere o Abade de Baçal (MADB; Tomo IX, pág. 170), este registo deve ter sido lavrado em vida do defunto a sepultar no mesmo, no ano acima, deixando para depois da sua morte a indicação do ano, o que não se verificou "por descuido dos herdeiros ou interessados". 


Fachada da igreja paroquial de S. Salvador, de Castro de Avelãs. 
Capela-mor com o S. Bento ao centro.

Sacristia no absidíolo esquerdo do antigo mosteiro.

Arca tumular no absidíolo direito
Símbolo heráldico e epitáfio inacabado.
    

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Museu Nadir Afonso - Chaves

No dia internacional dos museus nada melhor que começar por uma visita ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Localizado em plena Veiga de Chaves, na margem direita do rio Tâmega, trata-se de um equipamento de grande relevância cultural, recentemente construído com projecto de Siza Vieira e dedicado ao arquitecto e pintor flaviense Nadir Afonso. Nesta data expõem-se também obras da colecção da Secretaria de Estado da Cultura, em depósito do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, onde se encontram representados vários autores como Manuel Baptista, Eduardo Batarda, Pedro Cabrita Reis, José de Guimarães, Graça Morais, Júlio Pomar e outros.





Os Portugueses, 1968
Espacillimité, 1959


Vista para o exterior
Tempo, 1962
Atenas, 1963

Antropomorfismos, 2005
Alda, Espelho do Mundo, 1987 (Graça Morais).

Inês de Castro, 1986 (José de Guimarães).





domingo, 7 de maio de 2017

7.05.2017 - Mãe, para sempre!

Em memória da minha Mãe e de todas as Mães que já partiram:


Porque Deus permite
que as mães vão embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga,
quando sopra o vento
e a chuva desaba.
Veludo escondido
na pele enrugada,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa,
sem deixar vestígio.
Mãe na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?


Fosse eu Rei do Mundo
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
Mãe ficará sempre
junto do seu filho.
E ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Romaria de Nª. Sª. das Brotas. Chaves, 24 de Abril.

No interior do forte de S. Neutel, na capela da padroeira, realizou-se, na passada Segunda Feira, a tradicional festa de N.ª S.ª das Brotas. Durante a manhã teve lugar uma missa campal e, pela tarde, o tradicional bailarico seguido pelo convívio das merendas.
Se na parte religiosa ainda se nota uma apreciável adesão, a parte profana constitui uma leve sombra de que foi noutros tempos.
De qualquer modo é de louvar a Comissão de organização que, a todo o custo, mantém viva a tradição desta simpática Romaria.

De manhã, a caminho da missa.
O 1º degrau é uma cartela que deveria ser preservada.
 
Missa pelo Reverendo Pároco Hélder Sá

Ao centro do altar encontra-se o S. Neutel.

A padroeira Nª Sª das Brotas
Vista do interior do forte sobre a cidade.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Apresentação do livro "Freguesia de Santa Valha- História e Património"

Aqui ficam algumas fotografias da apresentação da monografia sobre a histórica Freguesia de Santa Valha. No dia 9 de Abril de 2017, no pavilhão Multiusos da cidade de Valpaços.