quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Romaria de Nª. Sª. da Saúde - Vale de Janeiro, Vinhais.

Os romeiros que sobem a este monte há muitas gerações, continuarão a fazê-lo pela Fé e, também, pelo encontro e convívio desta grande festa que tem lugar no último domingo de Agosto. Seguindo a tradição aqui se junta muita gente proveniente dos concelhos de Vinhais, Valpaços, Mirandela e Macedo de Cavaleiros. A capela e o santuário de Nª. Sª. da Saúde encontram-se implantados numa crista quartzítica, onde no passado remoto existiu um povoado fortificado, e desenvolvem-se sobranceiramente à aldeia de Vale de Janeiro.
Do alto do monte sacralizado podemos, ainda, desfrutar de um dos mais belos e amplos pontos de observação panorâmica de toda a Terra Fria Transmontana. As elevações montanhosas e ondulantes sucedem-se, a perder de vista, até Espanha. Para nascente a paisagem é dominada pelo Serro de Penhas Juntas e pelo vale do rio Tuela; para poente estende-se o vale do rio Rabaçal e, na mesma direcção, avistam-se as terras de Lomba. Ambos os rios se dirigem para Sul, juntam as suas águas próximo de Mirandela e formam o rio Tua, afluente do Douro.
Ao fundo vê-se a aldeia de Vale de Janeiro
Interior da capela de Nª. Sª. da Saúde
Celebração da Missa no santuário exterior
Andor de Nª. Sª. da Saúde
Vista panorâmica



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Romaria de N.ª S.ª da Ribeira - Lampaça, Valpaços.

É muito antiga a devoção a Santa Maria da Ribeira. Inicialmente a ermida da Reconquista localizava-se na quinta da Ribeira, debruçada sobre o rio Rabaçal, que no século XVIII (1758) já se encontrava completamente despovoada. As Inquirições de D. Afonso III (1258) já localizam aí a igreja de Sancte Marie de Ripária, como sede de uma paróquia devidamente organizada, integrada ao julgado de Rio Livre. Faziam parte desta paróquia as igrejas sufragâneas de Santa Maria (Madalena) de Bouçoais, S. Martinho de Fermil e S. Lourenço de Vilartão. Posteriormente, veio a ser transferida para próximo da aldeia da Lampaça, junto a um importante castro que passou a designar-se, castro de Nossa Senhora da Ribeira. Historicamente o dia do orago é em dois de Fevereiro, o que condiz com a antiguidade do culto embora, desde a segunda metade do século XX, Lhe seja também dedicada a romaria do Verão, sempre realizada no segundo domingo de Agosto.    


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Férias na aldeia. Verão de 2017

É sempre grande o amor à terra onde nascemos. Às pedras e aos caminhos que percorremos na infância.
E pela vida fora, mesmo à distância, continuamos a pertencer a esses lugares, a essas ruas e à sombra dos seus muros.


domingo, 16 de julho de 2017

Castelo de Bragança

O antigo povoado cedo se constituiu numa linha defensiva junto à fronteira, tendo-lhe sido atribuído o primeiro foral no reinado de D. Sancho I, em 1187. A vila já se encontrava totalmente muralhada em 1377.
Deve-se ao rei D. Dinis, nos finais do século XIII, a edificação do primeiro castelo. O monumental conjunto arquitectónico que actualmente podemos apreciar, resultou de obras iniciadas no ano de 1409 que só terminaram 40 anos depois. 
No interior das muralhas destacam-se: a torre de menagem, a igreja de Santa Maria, a "Domus Municipalis" e o pelourinho. 



O castelo de Bragança visto da pousada de S. Bartolomeu.


O povoado dentro das muralhas


Uma das entradas no povoado. 


Torre de menagem onde podem ver-se as armas reais e a janela Manuelina. 


Igreja de Santa Maria, século XVI. Portal barroco com colunas salomónicas.


Interior da igreja, onde sobressai o retábulo Joanino da capela-mor, datado de 1580.


Monumento singular de arquitectura românica civil. No piso inferior existe uma cisterna. 

Piso superior conhecido por "Casa da Câmara", ou assembleia de "homens-bons".

Pormenor do interior.

Pelourinho, símbolo do poder concelhio. Pode ver-se uma figura zoomórfica proto-histórica, popularmente designada por "porca da vila".

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Mosteiro de Castro de Avelãs - Bragança


Localiza-se à distância de 3 Km de Bragança, a histórica freguesia de Castro de Avelãs onde, no passado, existiu o mosteiro beneditino e masculino de S. Salvador. Foi considerada a instituição monástica mais rica de Trás-os-Montes, no período da baixa Idade Média.
É apontada como data provável da sua fundação, o século XI. Em 1145 recebeu carta de doação e couto de D. Afonso Henriques. Foi extinto por Bula do papa Paulo III, datada de 22 de Maio de 1545, o mesmo diploma que criou a Diocese de Miranda, à qual ficaram desde logo anexadas as rendas do mosteiro. Pouco tempo depois terá começado a ruína deste importante templo medieval, com a demolições sucessivas resultantes do seu abandono. Mais tarde foi aí construída a igreja paroquial de S. Salvador, fazendo o reaproveitamento da cabeceira mudéjar do antigo mosteiro, um dos melhores exemplos de arquitectura mudéjar em Portugal.
O reaproveitamento das ruínas do mosteiro pode ser apreciado na capela-mor da igreja; na sacristia; e no absidíolo do lado direito, onde se encontra o túmulo medieval de D. Nuno Martins de Chacim, elemento da nobreza senhorial de Bragança, da segunda metade do século XIII.
Na face lateral direita da sepultura, encontram-se gravados dois brasões heráldicos e na parte superior do mesmo, a seguinte inscrição:
"Era de Mil e CCC e". Trata-se de um epitáfio inacabado, correspondendo a data à era cristã de 1262. Como refere o Abade de Baçal (MADB; Tomo IX, pág. 170), este registo deve ter sido lavrado em vida do defunto a sepultar no mesmo, no ano acima, deixando para depois da sua morte a indicação do ano, o que não se verificou "por descuido dos herdeiros ou interessados". 


Fachada da igreja paroquial de S. Salvador, de Castro de Avelãs. 
Capela-mor com o S. Bento ao centro.

Sacristia no absidíolo esquerdo do antigo mosteiro.

Arca tumular no absidíolo direito
Símbolo heráldico e epitáfio inacabado.
    

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Museu Nadir Afonso - Chaves

No dia internacional dos museus nada melhor que começar por uma visita ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso. Localizado em plena Veiga de Chaves, na margem direita do rio Tâmega, trata-se de um equipamento de grande relevância cultural, recentemente construído com projecto de Siza Vieira e dedicado ao arquitecto e pintor flaviense Nadir Afonso. Nesta data expõem-se também obras da colecção da Secretaria de Estado da Cultura, em depósito do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, onde se encontram representados vários autores como Manuel Baptista, Eduardo Batarda, Pedro Cabrita Reis, José de Guimarães, Graça Morais, Júlio Pomar e outros.





Os Portugueses, 1968
Espacillimité, 1959


Vista para o exterior
Tempo, 1962
Atenas, 1963

Antropomorfismos, 2005
Alda, Espelho do Mundo, 1987 (Graça Morais).

Inês de Castro, 1986 (José de Guimarães).